terça-feira, 22 de novembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quero ir.

   Há cerca de dois anos, comecei uma outra fase. Começar é uma visão otimista do fim de um ciclo, quando ao invés de considerarmos como fim e nos chafurdarmos na lama da histeria implodida nos pulmões oprimidos, preferimos entender que é o início de uma nova história, ou para os mais poéticos, a virada de uma página no livro da vida.
   Vida que é difícil de definir, pois o que será a vida se vivemos para viver conforme as expectativas daqueles que convivem conosco? Claro que, retirando a retórica e toda a agonia do momento ou do instante do grito, grita calado, pois até o grito agride àqueles que esperavam o silêncio, ao contrário do absurdo e imotivado grito.
   Mais difícil é então para mim, que não gosto ou não tenho o dom de explicar-me. Pior, tenho o hábito de abstrair, de concluir, de interpretar. Os gestos, a falta deles, a frase solta, o soltar dos braços ou ainda, estes, cruzados. Longe da linguagem corporal, o que me incomoda mesmo é a linguagem escrita. Tenho verdadeira mania de textos soltos, inertes ou em abismos, adoro reticências... Estas, para mim dizem tudo, porque o leitor pode completar à sua vontade, pode entender o que quiser. Dessa forma, com as reticências, deixo solto o que pretendo dizer, você pode vir para mim, pode se afastar.
   O ficar, vir ou se afastar, incrivelmente, são na verdade o objeto desta postagem. As propostas que ora faço são de muito tempo, melhor, poderia dizer que são utópicas. Quem dentre nós já falou, ou pensou, que as pessoas que estivessem próximas à nós é que deveriam decidir se ficam, vão ou se afastam? A minha dúvida atualmente é essa, o que esperam? O que querem? Será que o que tenho é o que querem? Muito provavelmente não.

terça-feira, 28 de junho de 2011

E agora josé?

Sobre situações e expectativas que me estimulavam, 'Veni, vidi, vici'!
Agora estou pensando em largar tudo, porque é muito sem graça limitar-me à apenas alguns sonhos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O porto.

Não vou me preocupar com as horas
Todos os dias elas voltam, iguais
De tormento, basta o tempo que levas,
Pra voltar aos meus braços, teu cais.
EU ESCREVI UM POEMA TRISTE

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
 
Mario Quintana - A Cor do Invisível

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hoje, como resistir?
Deitar-me-ei em suas alvas planícies, douradas, tais como campos de trigo.
Percorrerei, e tomara, que eu me perca em seus montes.
A pouco, o dia desponta e com ele nossos medos e diferenças.
Mas por hoje, apenas nós.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

entre nadas

As ébrias madrugadas me alcançam. Parece que, quanto mais fujo, mais fico perto. Quanto menos desejo, mais à minha mão está.
Acostumei-me a ter tudo que quero. Aprendi a desitir daquilo que não me servirá pra nada.
A retórica é cortada, em postas sirvo à mim mesmo a frustração de não conseguir convencer à mim mesmo.
Firmo meus olhos em teus limites, já que os meus, há tempos, deixer de ver.
A sedutora cantiga da noite me embriaga, mas não consigo desejar outro fim.
Não posso permanecer em você e agora luto, pra que você não queira permanecer em mim.

terça-feira, 31 de maio de 2011

vento

Não escuto meus pensamentos,
por mais silêncioso que aqui seja.
Ouço apenas o barulho do vento,levando para longe meus sonhos.

Ousei sonhor contigo,
Sua clara e enamorada pele
Acordei adormecido entre abraços
Me peguei enfeitiçado por seus traços.

Queria poder separar, águas turvas, descaminhos
Queria poder deixar, minhas mãos em seus espinhos

Seu gosto ainda sinto, suas planícies ainda percorro.
Basta fechar meus olhos, e pra você, sem paz, sem pudor, de volta, sem socorro.

E sempre a pessoa errada...

Paixão vicia,
Pode ser diariamente,
Pode ser sempre por uma pessoa diferente.
O "para sempre " não quer dizer todo dia.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tanto pra você quanto pra mim...

Ainda vai levar um tempo
Pra fechar
O que feriu por dentro
Natural que seja assim
Tanto pra você
Quanto pra mim...
Ainda leva uma cara
Pra gente poder dar risada
Assim caminha a humanidade
Com passos de formiga
E sem vontade...
Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais...

Assim Caminha A Humanidade - Lulu Santos

segunda-feira, 16 de maio de 2011

À espera.

Esperemos 
Pablo Neruda (Últimos Poemas)


Há outros dias que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sou eu? Tomara!

Boa definição, tomara que seja eu!

"...auto afirmação para um cara de meia idade... para poder ter mais uma passatempo em sua vida pacata e mórbida..."

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Calma.

Há cerca de oito anos, comprei uma cadela da raça Fila. Ela já estava com cerca de uma ano e meio quando a adquiri.
Logo percebi que o dono anterior, provavelmente a castigava bastante fisicamente, pois quando eu chegava perto dela, para fazer um carinho, passando a mão ou afagando sua cabeça, ela se encolhia, como que se esperasse um tapa ou coisa parecida.
O mais triste é que mesmo após estes oito anos, ela, algumas vezes, continua reagindo desta forma, encolhendo, com medo ao receber um carinho, até se acostumar e entender que não vai apanhar.
Percebi nestes últimos meses ao conhecer algumas mulheres, que a grande maioria está assim, marcada por maus tratos, oprimidas, feridas. São desconfiadas, já te conhecem achando que estamos mentindo para elas, enganando-as. Elas já iniciam esperando o pior, desconfiam de tudo e geram em suas cabeças uma expectativa de que vão ser agredidas.
O mais simples sinal de carinho, é muitas vezes interpretado como manipulação, já partem para a defensiva. Querem "tirar a limpo" até suas próprias neuroses.
O resultado disto, é que se tornam insuportáveis, dominadoras e sufocantes. Dentro deste ambiente, inóspito, sequer a mais resitente das ervas daninhas resiste. Quanto mais a frágil flor da paixão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A racional origem.

Tenho me observado ultimamente. Digo observado, pois como bem sabem meus dois queridos leitores, acredito ser eu, aquele que renega toda teoria existencialista e sociológica que incute ao homem, o destino de "ser social".
Não estou dizendo que não sou sociável, que não consigo viver em sociedade. Mas não sou social ao ponto de conviver socialmente com qualquer pessoa.
Nossa cultura, a falta desta, as misturas de povos, diferenças de classes sociais, em um país com as dimensões do nosso, permitem um passeio que eu chamaria de absurdo.
Durante o dia, tenho contato com pessoas contrastantes, extremamente educadas, humildes, exaltados, prepotentes, pedantes e tantas quantas definições que existirem para caracterizar um indivíduo.
Como lidar com isso é uma dúvida constante. Porém, até o momento, estou adepto do Princípio da Reciprocidade, ou seja, a medida que estiver sendo usada comigo, devolvo, temperada, generosamente retribuída.
A única exceção é o pedante. Aquele que arrota sua suposta qualidade, seu grande e falso altruísmo. Gente difícil.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Queridos dois leitores.

(texto sem revisão)

Devo explicar e desculpar-me aos meus dois leitores, pelas frases e assuntos desconexos que vinha postando.
Estes últimos meses, eu, aos 40 anos, que nunca havia recebido sequer uma ligação anônima, tenho sido, ao menos semanalmente, alvo de mensagens anônimas, comentários neste Blog e também no Facebook.
Estas mensagens trazem assuntos superados, que não interessaria à ninguém, além claro, das partes envolvidas.
Não era um usuário contumaz deste tipo de rede. Os amigos sou capaz de contar nos dedos, inclusive os virtuais. Minha vida é desinteressante, pacata, monótona e medíocre. Não gera interesse.
Porém me vi obrigado a bloquear acessos, deletar contas no Twitter, meu e da minha filha, pois foram capazes de criar uma conta, onde escreveram que o único objetivo, era "infernizar". Bem, este, perdeu tempo.
Passaram então a comentar neste Blog, com nomes diversos, sempre voltando ao assunto que à ninguém interessa.
Estes fatos e outros, motivaram estas mensagens que postei. Até porque, a resposta do anônimo era imediata, devido às suas frequentes visitas ao Blog, e, inclusive àqueles que se interessem por detalhes, essas mensagens estão arquivadas, para, se não tenham cessado, servirem de prova em uma queixa.
Não quero mais voltar ao assunto. Esta postagem é a última, assim como entendo que não haverá mais repercussão do falecido assunto.
Quanto aos comentários, queridos dois leitores, continuarão sujeitos à minha avaliação, pra evitar que, em momento de insanidade, pessoas desocupadas escrevam suas pertubações.
As visitas e comentários são comemorados, mas por favor, identifique-se, é o mínimo de respeito que espero.
Beijos!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Imagem, vale mais que mil palavras.

Um agradecimento especial aos meus leitores!


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Fantasmas

Nunca acreditei, mas eles existem!
Sim meus queridos dois leitores, fantasmas existem!
Mesmo depois de mortas, criaturas ressurgem, com outros nomes, tais como, "ranzinzas", "paulos", "alexandres", "anas", "sandras" etc. Não importam suas outras falas, outras idéias, estão mortos.
Arrastam suas correntes pelos blogs, facebooks, twitters e afins. Não apenas meus, mas daqueles que me cercam.
Sepultados, esquecidos e ignorados. Assim como as promessas de respeito.
Estes fantasmas apenas servem para confirmar a manipulação, a incoerência, a infantilidade destes, que usam o anonimato para tentar reviver.
Para aqueles que ainda não entenderam, se eu não te conheço, não mande mensagem ou comentário, não vou publicar, e os conteúdos, serão colocados na responsabilidade do mandante.

Bom dia!

Esta semana comecei a me livrar dos pesos.
Desconectei-me das redes sociais, me desliguei da TV.
Voltei ao meu compromisso com os estudos.
Comecei a fazer exercícios físicos.
Estou desenvolvendo o prazer da rotina.
Se o sol nasce quente, sufocante, vou aproveitá-lo, ao invés de reclamar do calor.
E assim farei com todas as situações que não possa mudar.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Gente idiota. Anônima e idiota. Cuide da sua vida, que por sinal, já não vale nada.

Quase foi...

Nada tão frustrante quanto pensar ou dizer que "quase deu certo". Isso pode ser em qualquer área, financeira, espiritual, sentimental ou até mesmo, para aqueles que gostam de futebol, aquele chute que passou raspando pelas traves do gol. Ou ainda, aos "gourmets" de plantão, aquele tempero que ficou fora da medida ou o ponto de cozimento que ultrapassou, deixando a carne parecendo uma borracha.
Não me parecem perdidos o gol ou o medalhão ao molho madeira, pois basta outra iniciativa gastronômica, ou, para aquele, outra pelada de fim de semana para tentar novamente aquela jogada espetacular. Pior, muito pior são os relacionamentos, pois a cada chute na trave, bola perdida, destempero ou perda de sabor, sempre provocam estragos irreparáveis.
Eu, que sempre acabo usando uma lógica esquisita, noto que as pessoas, ao longo do tempo, vão confiando e se mostrando, aos poucos, talvez para não assustar, ou então para evitar serem expostas, usadas, manipuladas, desnudas, fragilizadas etc. Meu comportamento é diferente, quando conheço alguém, confio de pleno em suas intenções, em suas histórias e em seus dogmas. Porém, meu "programa de pontos" é reverso, ou seja, a cada incoerência, insensatez, despreparo, delírio, intromissão ou falta de caráter mesmo, vão perdendo pontos até chegar o momento onde não cabem mais desculpas, explicações, portanto, já não me interessam mais.
A convivência, na minha opinião, é simples e possível, basta para isso que os limites sejam respeitados. É necessário perceber que nossa opinião sobre alguém pouco importa, se aceitamos as diferenças, os medos, as necessidades, as intolerâncias, as manias e os "defeitos" alheios e aprendemos como lidar com cada indivíduo.
Agora, a falta de caráter, a manipulação, a falsidade e outras tantas psicoses, essas não, impossível conviver.